Fado de Lisboa

O Grupo de Fado de Lisboa do Orfeão Universitário do Porto (GFLOUP) teve a sua origem no início da década de 90 do século XX. O Orfeão Universitário do Porto, sendo uma associação académica que prima pela divulgação e preservação da cultura portuguesa, sentiu a necessidade de interpretar a expressão musical lusitana mais difundida no Mundo. Foram várias as gerações de elementos do GFLOUP que desenvolveram o gosto pelo Fado de Lisboa, pelos seus marcantes poemas, melodias, pela guitarra portuguesa e pelo acompanhamento à viola, sons inconfundíveis e genuinamente portugueses.

O Grupo de Fado de Lisboa do OUP ganhou grande projecção e recebeu grande aceitação por parte do público, de uma forma transversal, tanto no nosso país como além-fronteiras. Perde-se a conta às actuações dadas por este Grupo. Em Portugal incluem-se actuações em palcos mais populares e tradicionais, como restaurantes, tabernas e jantares privados (formais e informais), nas caves de vinho do Porto, noites de fados em diversos pontos do país, actuações em grandes salas de espectáculos de Portugal, apresentações televisivas, conferências e eventos internacionais, acolhimento a comitivas estrangeiras, representando a Universidade do Porto e a própria cidade, entre muitas outras. No estrangeiro, a convite de embaixadas, consulados e outras entidades, o GFLOUP já se apresentou um pouco por toda a Europa, África, América e Ásia. O "passaporte" do Grupo contempla países como Brasil, Argentina, Estados Unidos da América, Cabo Verde, África do Sul, Angola, Líbia, Espanha, França, Holanda, Grécia, Tailândia e Macau. O reportório do Grupo de Fado de Lisboa OUP procura abranger um pouco de toda a vasta e rica História do estilo de música originário na capital portuguesa - desde os fados tradicionais, populares e emblemáticos, aos mais recentes, interpretam-se fados celebrizados por Maria Severa, Amália, Alfredo Marceneiro, Fernando Maurício, Hermínia Silva, Carlos do Carmo, Camané, Mariza, Carminho, Ana Moura, entre muitos outros. Cantar Fado é cantar Portugal, é cantar a pessoa feita canção, é cantar o povo feito pátria, uma canção actualmente partilhada por todas as classes, que retrata as emoções como a saudade, o amor, a alegria, a tristeza, a revolta, o sentimento de liberdade e outros temas da vida da sociedade. Cantando Fado cantam-se poetas como Luís de Camões, Fernando Pessoa, Alexandré O'Neill, Ary dos Santos, Pedro Homem de Melo, José Régio, David Mourão-Ferreira, Sophia de Mello Breyner Andresen, Miguel Torga, Manuel Alegre, entre muitos outros dos poetas mais inspirados da História da própria Humanidade. A guitarra portuguesa, instrumento emblemático e ex-líbris do Fado, tem também destaque no GFLOUP, com uma linhagem de virtuosos guitarristas que procuraram, e procuram, inspiração em nomes imortais como Armandinho, Fontes Rocha, José Nunes, Carlos Gonçalves, ou, mais recentemente, José Manuel Neto, Luís Guerreiro, ou Ricardo Rocha.

O GFLOUP conta vozes masculinas e femininas e é dotado de uma grande versatilidade, adaptando o seu reportório e as sensações transmitidas por cada canção à ocasião pretendida.

Com a elevação do Fado a Património Imaterial da Humanidade, galardão concedido pela UNESCO, o Grupo de Fado de Lisboa do Orfeão Universitário do Porto assume-se como um embaixador privilegiado da cultura portuguesa e eleva a sua fasquia, ajudando a eternizar, difundir e valorizar aquilo que de bom se faz em Portugal.

"Silêncio, que se vai cantar o Fado".